Tive COVID, me tratei, mas ainda não estou bem… E agora?

Hoje estudos demonstram que os impactos da internação em UTI podem perdurar por meses e até anos após a alta hospitalar, interferindo na capacidade funcional e cognitiva destes pacientes e aumentando o risco de mortalidade. 50% dos sobreviventes do ambiente de terapia intensiva que utilizaram ventilação mecânica desenvolvem a PICS, um grupo de complicações pós-críticas que incluem dor, fraqueza muscular, fadiga severa, prejuízos físicos, neuropatias, paresias musculares, alteração da função pulmonar, dispneia, diminuição da tolerância ao exercício, disfunções sexuais, disfunção cognitiva persistente e doenças psiquiátricas (ansiedade, depressão, dentre outras).

Apesar do cuidado intensivo e multiprofissional, a maioria dos pacientes que recebem alta da UTI não recebem cuidados focados nas sequelas adquiridas durante a internação. Devido a diversos fatores, 80% dos pacientes que sobrevivem 2 anos pós alta da UTI podem ter readmissão ao centro de cuidados ou reabilitação ao à UTI novamente.

A covid-19 é uma doença que ainda tem muitos mistérios a serem estudados. Mas já se sabe que ela tem potencial de afetar gravemente diferentes sistemas como neurológico, respiratório, cardiovascular, motor e gastrointestinal. Diante disso, seu potencial para agravar as situações de uma PICS se mostra preocupante.

A fisioterapia cardiorrespiratória tem poder de atuação na maioria dessas sequelas de internação que muitas vezes podem passar despercebidas por profissionais de saúde quando esse paciente retorna à vida em sua casa, família e trabalho. Quando não consegue mais realizar as funções de antes.

É possível através de uma avaliação individualizada e detalhada, detectar as principais questões que precisam ser tratadas e montar um plano de tratamento com objetivo de minimizar ou eliminar os efeitos dessas disfunções adquiridas.

Procure a ajuda de um fisioterapeuta capacitado se perceber que algo ainda precisa ser resolvido pós uma deshospitalização por covid ou qualquer outro motivo de internação prolongada. Ou mesmo um pós covid tratado em domicilio que não te permitiu retornar às funções antigas. Esse profissional pode te ajudar.

Flávia Oliveira Guimarães

  • Fisioterapia – UFMG (2013) 
  • Residência em Neonatologia – Hospital Sofia Feldman (2017) 
  • Curso de oxigeno terapia e Ventilação Mecânica em Atenção Domiciliar – UFMG/ UNA-SUS 
  • Fisioterapeuta plantonista em UTIN, enfermaria pediátrica e CTI Ped no HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ( 2017- atualmente) 
  • Capacitada no manejo fisioterapêutico da reabilitação pós alta hospitalar do paciente de covid-19 (2020)
  • Instrutora de Pilates

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