Fisioterapia Respiratória

A Fisioterapia Respiratória pode ser definida como uma intervenção que utiliza estratégias, meios e técnicas de avaliação e tratamento, com o objectivo de otimizar o transporte de oxigênio, contribuindo assim para prevenir, reverter ou minimizar disfunções respiratórias, promovendo a máxima funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes.

O fisioterapeuta atua nos diversos níveis do atendimento aos pacientes com disfunções respiratórias.

Pacientes pós COVID-19, pós alta hospitalar, portadores de DPOC (enfisema), asma crônica, bronquite crônica, etc. que ficam muito cansados para fazer atividades do dia a dia, que não conseguem mais fazer atividades que faziam antes da doença ou não conseguem fazer coisas que amigos ou pessoas da mesma idade fazem. Essas pessoas (diferente das que machucam e tem algo ortopédico e procuram um fisioterapeuta), elas não sabem que não “tem que aceitar” ou conviver com isso. Tem tratamento. Muitas vezes o próprio medico indica um caminho de atividades para melhoria desses sintomas e esse paciente, às vezes por medo ou insegurança, por ter co-morbidades como cardiopatias (doenças do coração) ou hipertensão (pressão alta) e saber que essa atividade pode ser “perigosa”, acaba se conformando com sua condição.

O fisioterapeuta respiratório é apto a lidar com exercícios dentro de uma segurança para esse paciente.

Saber como e o que fazer em um tratamento para que alguém que queira voltar a pentear o cabelo, subir uma escada ou até correr sem dificuldades (dependendo do caso e demanda), consiga fazer isso de uma forma segura, é responsabilidade desse profissional.

Esse fisioterapeuta fará uma avaliação detalhada desse paciente e a partir disso, um tratamento individualizado bem especifico respeitando as limitações e adequando cada situação.

As vezes a desmotivação é outro fator que pode levar a pessoa a não procurar tratamento. Porém é importante lembrar que não se trata de uma questão de “apenas lidar com o problema e viver assim”. O tratamento, feito de uma forma ajustada, pode prevenir mortalidade, melhorar e diminuir riscos de outras doenças futuras provindas dessa limitação funcional e até estabilizar e reduzir a evolução da doença (a ver o caso).